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Psicologia Infantil e o lugar dos pais

  • Foto do escritor: Sandra Rodrigues
    Sandra Rodrigues
  • 31 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura

​É comum os pais chegarem ao consultório de psicologia e dizerem: Não sei o que está acontecendo com o meu filho.

Essa frase repetida à exaustão trás em si um enigma porque ao falar sobre a rotina da criança os pais contam diversas coisas que estão relacionadas com os problemas apresentados pelos pequenos, mas eles não se dão conta disso nem de como essas coisas afetam as crianças.

Pais que brigam na frente dos filhos e se agridem verbal ou fisicamente trazem muitas vezes crianças com problemas de rebeldia e agressividade em casa e na escola

Pais que tem problemas alimentares transferem para os filhos essas questões criando sobrepeso infantil e outros transtornos alimentares

Pais que são ausentes com justificativas de excesso de trabalho se ausentam cada vez mais conforme a criança começa a produzir sintomas de agitação e hiperatividade deixando a cargo da escola essa questão.

Pais que são viciados em tecnologia e terceirizam para os tablets e celulares momentos que deveriam desfrutar com os filhos criam sujeitos ausentes e esvaziados.

Pais separados que falam mal do outro genitor, ou dificultam o acesso do filho ao outro, favorecem uma criança insegura, com excesso de sentimento de culpa e dificuldade de se apegar emocionalmente.

"Mas pera, a culpa é então só dos pais? Nós também temos problemas, temos que trabalhar, estudar, cuidar das coisas todas! Também temos traumas, dores, perdas..."

Não. A culpa não é só dos pais, mas é responsabilidade deles. Vivemos em uma sociedade adoecedora, geradora de sofrimento. Todos sofremos. O que escrevi acima quer dizer justamente que os pais são criaturas extremamente necessárias e poderosas para desenvolver e ajudar seus filhos. Eles tem sim ferramentas para ajudar a estes que trouxeram ao mundo a se desenvolver. Ensinar. Desde que olhem seus filhos como crianças que precisam de direcionamento, carinho e disciplina, participem, errem, se corrijam. Não pais, "não somos nós as crianças", apesar da vida ser dura, portanto é preciso ter paciência, entender que os primeiros anos são os mais complicados, mas que no ano que vem a criança já cresceu um pouquinho mais e um pouquinho mais... a cada dia vai entendendo melhor as coisas... dia a dia, para os pais, passos de bebê. 

Na ausência dessas condições a criança "se cria", sobrevive, cresce, mas não é "criada". É preciso e urgente se implicar na maternidade/paternidade, se implicar no que você ensina para o seu filho, pois é a partir daí que ele cresce e "aparece". 

Psicóloga e Psicanalista Sandra Rodrigues


 
 
 

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